sábado, 11 de dezembro de 2010

Somos los niños em viagem espacial

A terra gira a 108 mil km-dia, diz na madrugada o tele-curso na TV, embora haja divergência quanto a esta velocidade. Tem que lembrar também do giro ao redor do sol, a tal da translação. Não percebemos graças à força centrípeda e à força da gravidade (tudo que derrubamos, cai ao chão para nos lembrar que estamos soltos no espaço). Tantas coisas não percebemos, que raça mais desorientada.

Onde estão os pais de "La Niña" e "El Niño", que os deixam à solta bagunçando o mundo? Acho que, na dúvida, os pais somos nós mesmos e nossa péssima administração da Terra. Conhecemos pouco, aplicamos mal o que sabemos. Ou somos nós os niños nada inocentes. O que é aquele desastre lá no oriente, onde perfurações para explorar gás natural abriram caminho para um vulcão alagar uma bela região com lama tóxica? Santa ambição, santa burice.

Em 21 de dezembro começa o verãozão aqui no hemisfério sul, a parte de baixo do planeta. Aquela atribulação com chuvarada, inundação, granizo, vendaval... Depois das enchentes aqui em Santa Catarina, meu subconsciente mudou até o nome da peça de Shakespeare para "Pesadelos de uma noite de verão". Piadinha nerd.

"Parte de baixo" do planeta só por convenção. Mais uma coisa que nos "acostumaram" a acreditar. O mapa mundi pode ser pendurado de cabeça para baixo e tudo estaria certo. Ninguém sabe o lado de cima ou de baixo do universo. A ciência é uma construção humana, com erros e acertos, revoluções de paradigmas, verdades estabelecidas que podem ruir. Ptolomeu, Copérnico, Galileu, Einstein, e os que virão ainda. Por falar do lado de cima, neste mundo maluco bipolar, lá em cima começa o inverno, embora já estejam desabando tetos de ginásios por sobrecarga de neve. Em outros lugares, incêndios pavorosos.

Se quiser dar uma olhada nas estrelas e compartilhar com a galerinha de férias, deixo ai um link que parece bacana. Dentro dele há o link da NASA, para fotografias interessantes. Quem sabe ajuda a lembrar de nossas responsabilidades, mesmo sendo umas formiguinhas cósmicas.

http://www.silvestre.eng.br/astronomia/

De repente, aquela ventania, nuvens carregadas em mais uma tempestade de verão

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um nome

Foram anos gosmentos, se arrastando lentaaaamente entre palavras, para escolher a esmo um nome para esta lesma errante. Uma pa-lavra para tirar o que não deve ficar enterrado na mina da vida. A lesma é um gastrópode, arrasta-se sobre a barriga, enquanto muitos empurramos a vida com a barriga. Elas têm respiração cutânea, são sensíveis à luz e à desidratação. Uma lástima não sermos hermafroditas, tão prático. Assim como nós, morrem por excesso de sal e causam problemas ao ambiente. Nosso rastro visgoso neste mundo pode ser um belo instante eterno ou um ínfimo nada. Tudo depende do ponto de vista. Talvez um post e nada mais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lesma