segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ENCHENTES: Foi um rio que passou em minha vida...

Balneário Camboriú, Santa Catarina

Depois da chamada Grande enchente de 2008, em Santa Catarina, já achamos "normal" as inundações de um metro mais ou menos. Pelo menos não arrasam com tudo e ameaçam menos as pessoas. É claro que o barro, o mau cheiro, a possibilidade de doenças e a trabalheira são terríveis. Se ficarmos fazendo a conta, vamos à loucura. É aquela coleção de fotos e filmes, lembranças dolorosas de cada verão, embora tenha havido algumas em períodos frios também.

Antes de novembro de 2008, já chovia continuamente por três meses, como aconteceu agora em 2010 em outras regiões. As catástrofes pelo menos tornaram o problema visível, para extensas áreas, tornando menos solitária a vida das pessoas dos bairros mais alagáveis. O pessoal das áreas centrais, moradores de prédios, pensa que não tem nada a ver com isso. Seu maior incômodo era o trânsito complicado, alguma água pelas canelas nas avenidas. Inúmeros prédios tiveram carros submersos em suas garagens.

Agora é bom notarem que mesmo nas áreas nobres, a água e os transtornos podem ser consideráveis. Imagine ficar encurralado no alto de prédios, subir até o trigésimo andar pelas escadas, ficar sem luz, água potável. As inundações crescentes danificam a cidade toda: rede elétrica, água. Os serviços ficam comprometidos porque os funcionários em sua maioria moram nos bairros mais humildes e não conseguem ir ao trabalho. Seja porque os caminhos ficaram bloqueados, seja porque estão tentando salvar algo em suas casas destruidas pela lama e chuvarada. Houve supermercado saqueado em Itajaí, outro funcionou precariamente por falta de empregados, e só admitia alguns clientes de cada vez, trabalhando de portas fechadas. O depósito de um dos principais mercados foi alagado. Pessoas que moram em prédios estavam aflitas com medo de ser invadidos pela mulidão que vagueava pelas ruas alagadas.

Tenho pena das pessoas humildes que pagarão prestações por anos, de móveis e eletrodomésticos, que não existem mais. Alguns não aprendem e compram móveis que se debulham, após cada enchente. O nome ficará sujo na praça, e os objetos triturados no lixão. Enquanto não houver saneamento básico, tubos para escoamento destas águas, melhor guardar o dinheiro. Afinal, há poucas gerações nossos antepassados se viravam com prego e martelo, construindo prateleiras, estantes, coisas de madeira que não derretem fácilmente. Os velhos móveis de madeira sólida têm resistido aos maus tratos.

É triste ver pessoas humildes se afundando em crediários nas Casas Bahia ou entrando numa fria, no Ponto Frio. Num país civilizado, tais produtos feitos praticamente de papelão prensado seriam considerados estelionato contra o consumidor.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Boiola! Baleia! Negão!

O que é isso crianças??? Os adjetivos são escutados pelas ruas do bairro especialmente, por causa da zoeira de entradas e saídas dos mais de 500 alunos de uma escola pública próxima. Quem pensa que holocausto e Hitler são coisas do passado é no mínimo distraído. Entre os milhões de mortos havia gente execrada por questões raciais, homosexualismo, religião. Ciganos, testemunhas de Jeová e por aí vai. Os fornos elaborados pelos engenheiros da Siemens foram a maneira de se livrar do "entulho humano".

Preconceito é crime e traz sofrimento, gera violência desde tenra idade. O famoso "bullying" de hoje basea-se em boa dose de preconceitos. Os pais deveriam se questionar mais sobre o exemplo que estão dando aos filhos, que muito pequeninos já reproduzem comportamentos tão negativos. Tolerância tem que ser ensinada, praticada na família e na escola, intensivamente (Isso me lembrou das "casas de tolerância").

O caso mais grave que se tem visto na vizinhança é o de um menino algo afeminado, criado por uma vó. Os demais o provocam aos gritos de "boiola", ordem para que "fale como homem". O garoto, ao ver-se encurralado, revida aos agressores chamando-os de "baleias", porque são três irmãos gordinhos. Pelo menos parece que os homosexuais são mais perseguidos que os gordos. É o que demonstra o número de assassinatos de gays em São Paulo. Lá ficou famoso um tal "Matador do Trianon".

De que serve uma escola onde não se ensina o peso destas atitudes? Escola não faz milagre, mas parece que nem o básico que é ensinar civilidade está sendo feito. Quem desconhecer palavrões, pode coletar uma lista longa e de fazer corar marmanjos em uma só saída de aula. Saídas de aula que viram verdadeiros "Vale-tudo" mirins, com grossa pancadaria, incentivada por hordas de pequenos covardes, sedentos de sangue. Gera filme para o You Tube.

Se alguém quiser passar na rua e buzinar, corre o risco de ter o carro depredado e sair achincalhado. Dentro da escola mesmo, a violência tem atingido alunos e professores. Um garoto de sete anos desmaiou no intervalo, devido a um chute no estômago, desferido por um coleguinha de oito anos de idade. Teve que ser levado ao posto médico e a escola teve que informar o ocorrido às famílias.

pt.wikipedia.org/wiki/Bullying

Salvador Dali e o verão


Para refrescar este verão escaldante, uma imagem tão querida de Salvador Dali. As horas derretidas da vida, que não passa, mas também passa a mil por hora, como só o surrealismo poderia registrar.
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Hotel Tres Cruces en Montevideo

Carcel de mujeres, esquina con Hotel Tres Cruces, Montevideo
El pobre detective señor Monk pasaria muy mal en el Tres Cruces. Aunque honesto, pertenecia entonces a la categoria CV - "carpet viejo". Cuando llegué, se me ocurrió que la recomendacion tendria sido una broma. El olor a moho era insoportable. El aire acondicionado amenizaba, pero me imaginé que el aparato deberia estar muy podrido y sin manutención. Cualquier cristiano con alguna debilidad o alergia se pondria agonizante al rato. Al mover las cortinas para allá y acá, se hizo una nube de polvo que me hizo toser. Por lo menos habia abajour, para que no tuviera que dormir en la oscuridad sin saber donde estaba. Habia muchos T en las tomadas de energia elétrica. Los orificios eran redondos. Como dice el funcionario de la recepción, no se puede enchufar aparatos  que tengan plugs con patas chatas. El caso de mi cámara. Fui luego encender la TV pero los cables estaban desconectados. El funcionario que vino a arreglar la TV a cable olia a cigarro. La señora que me acompañó a la recámara era de una humildad total. Para concluir la primera impresion de mis maravillosas vacaciones modestas, la ventana era de contra esquina con la cárcel de mujéres, un edifício antiguo y mal cuidado. Una antigua iglesia, que podria ser belisima. Decadente como muchos que iria ver y lamentar por el centro de Montevideo. Todo muy cucaracho, pero aun asi tan simpatico. Para divertirme conmigo misma, noté que viajara el dia siete, en el asiento siete, y el hotel me ubicó en el septimo piso. Después yo felizmente descubriria que el desayuno era muy bueno, abundante, bien mejor que la apariencia de las acomodaciones. Me tomaba várias tazas de café antes de salir para mis jornadas por las calles muy calientes, con un verano excepcional que no tenian hace años. Las pobres mujeres encarceladas ocuparan mis pensamientos.